Wednesday, November 08, 2006

1700 milhões - PARA QUÊ? na Trafaria é que faz falta

1200 milhões (M€), se tiver apenas a componente ferroviária
http://diariodigital.sapo.pt/dinheiro_digital/news.asp?section_id=6&id_news=73655
Governo autonomizou 600 milhões de euros do custo da terceira travessia como pertencendo ao projecto da alta velocidade, com vista a obter fundos comunitários para o mesmo, deixando os restantes 600 milhões para a rede convencional.

E se a ponte comportar um tabuleiro rodoviário (decisão que ainda está em estudo), há que juntar-lhe mais 500 milhões de euros, totalizando assim 1700 milhões.

Wednesday, August 02, 2006

Causas geológico-geotécnicas e aos fogos - 14,5 milhões de euros

Os veraneantes que queiram deslocar-se de carro às praias continuam a ter de deixar as viaturas no parque de estacionamento junto à cimenteira Secil e apanhar um autocarro disponibilizado pela Câmara de Setúbal.As obras, que demoraram um ano e custaram 14,5 milhões de euros, incidiram em cerca de três quilómetros de estrada, onde a queda de pedras da encosta sobranceira à via se agravou com o incêndio que fustigou o Parque Natural da Arrábida no Verão de 2004.A cargo da empresa Estradas de Portugal, os trabalhos implicaram a construção de três túneis e de um muro de contenção em pedra, que eliminou vários lugares de estacionamento.O ministro das Obras Públicas, Mário Lino, enalteceu que a empreitada "foi realizada no prazo e com os custos previstos", respeitando a flora e fauna daquela área, classificada como paisagem protegida. O governante entende que, apesar da redução da zona de estacionamento na Figuerinha, os utentes da praia dispõem de um transporte "cómodo, fácil e seguro".
http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1265936
http://www.reporter.online.pt/soltas/setubal20060801_figueirinha01.htm
O ministro do Ambiente, Nunes Correia, afirmou que a obra é um bom exemplo de parceria entre o Governo e as autarquias, acrescentando que a intervenção permitiu salvaguardar valores ecológicos e a segurança das pessoas.Antes das intervenções oficiais, o director de Empreendimentos da Estradas de Portugal (EP), Jorge Freire, fez uma breve apresentação técnica da obra realizada numa extensão de três quilómetros, explicando que a mesma foi necessária devido a causas geológico-geotécnicas e aos fogos que ocorreram na serra.
Jorge Freire fez um resumo das fases mais importantes de execução da obra, falando por exemplo da estabilização global das encostas, onde foram utilizados perto de treze mil metros quadrados de redes reforçadas com cabos de aço e mais de vinte quilómetros de pregagens.
A execução de bengalas para fixação de linhas de vida foi, adiantou o director da EP, realizada por técnicos especializados que tiveram formação em alpinismo.
Ainda nas encostas, realce para a construção de vários muros de suporte, todos revestidos a pedra natural - cerca de 3.600 metros quadrados - para não colidir com a paisagem da serra.
A nível de intervenção na estrada, Jorge Freire destacou a construção de três pórticos de protecção, constituídos por lajes de betão armado suportadas por pilares.
Como curiosidade refira-se que uma das partes superiores de um dos pórticos foi nidificada, recentemente, por um falcão peregrino, algo que não acontecia há vários anos naquela zona.
Outro aspecto relevante da obra, acrescentou o responsável da EP, foi o facto de se ter concluído a intervenção - que durou onze meses - com zero acidentados com lesões de médio e longo prazo.
Fonte: CMSTerça-feira 01.08.2006 - 20:33

Tuesday, June 13, 2006

Sopa de pedra: Manutenção ou Investimento SEMPRE

Novo contexto funcional: Seguindo as orientações do Governo no sentido de travar os investimentos na Linha do Norte

http://jornal.publico.clix.pt/noticias.asp?id=83803&sid=9108

mantém-se em algumas secções a mesma entrevia (distância entre a linha ascendente e descendente, que tem de ser alargada para os comboios se cruzarem em segurança quando circulam a maior velocidade),

a catenária também não será substituída e a secção entre Ovar e Gaia quedar-se-á por uma simples "renovação integral da via", em vez da prevista "modernização".

Em contrapartida,

a Refer avançará em Santarém para a construção de uma variante à Linha do Norte que passará a oeste da cidade, onde será construída uma nova estação, modernizando também todo o troço entre aquela cidade e o Entroncamento.

Em Espinho continuarão as obras de enterramento da linha no centro da cidade, cujo custo daria, por exemplo, para renovar integralmente a Linha do Douro.

Em Alfarelos, devido à proximidade do leito do Mondego com a via-férrea, esta será sobreelevada para evitar os efeitos das inundações.



Em termos operacionais, porém, a sua situação é dramática, pois obriga-a a um endividamento constante. As suas receitas, que são praticamente a taxa de uso (portagem ferroviária) paga pela CP, só cobrem uma terça parte das suas despesas de manutenção da rede.
Em 2004 o valor das receitas foi de 69,5 milhões de euros e no ano passado de 65,3 milhões, enquanto o "custo das vendas" foi de 201,5 milhões há dois anos e de 208,5 milhões em 2005.Com o Estado a dar um subsídio à exploração diminuto - apenas 28 milhões em 2004 e 27 milhões em 2005 - a empresa tem recorrido aos empréstimos bancários para poder continuar em actividade.

a rubrica do balanço "edifícios e outras construções" vale, por si só, 3,5 mil milhões de euros, o que constitui mais de metade do seu activo (6,5 mil milhões).Segundo a legislação que institui a taxa de uso, aquela receita deveria tendencialmente cobrir os custos de exploração, que são basicamente a manutenção da rede ferroviária para que os comboios da CP (ou de outros operadores que acedam a este mercado) nela possam circular em segurança. Mas o quase único cliente da Refer está já em falência técnica há vários anos e tem vindo a diminuir o número de comboios, o que implica menor receita para a gestora das infra-estruturas.

A Refer teve no ano passado 160 milhões de euros de prejuízos, mais 3,9 por cento do que em 2004, e detentora de um vasto património que faz com que os seus activos (6,5 mil milhões de euros) sejam ainda superiores ao seu passivo (4,1 mil milhões de euros).

Monday, May 29, 2006

Tumores da democracia, são as obras públicas

Temos um regime que foi tomado, numa lógica perversa, pelas corporações que já mandavam em Portugal antes do 25 de Abril. Hoje vivemos uma situação dramática para o povo português que é o sistema cartelizado: um grupo restrito de pessoas domina o País.
http://dn.sapo.pt/2006/05/29/nacional/politicos_portugueses_sao_marionetas.html
tumores da democracia, são as obras públicas
Como sabemos, a maioria dos partidos e da vida partidária é financiada por empreiteiros e imobiliárias, a contrapartida que normalmente pedem é o favorecimento na avaliação de determinados projectos imobiliários
O PDM em certas autarquias é uma bolsa de terrenos, onde há favorecimento da valorização em função de quem é o proprietário e onde há a promiscuidade entre interesses privados e o interesse público. Como a legislação é complexa, quem for assessorado por bons advogados consegue fazer o que lhe apetece.

Wednesday, May 24, 2006

Metro Transportes do Sul (MTS) no final do ano

87,600 milhões de passageiros. Por dia, deverá transportar 79 mil passageiros. A Linha 1, entre Corroios e Cacilhas, vai ter 13 paragens num percurso de 19 minutos. A Linha 2, entre Corroios e Pragal, conta com nove paragens, percorridas em 15 minutos. A Linha 3, entre Cacilhas e a Universidade, terá 12 paragens e um percurso total de 19 minutos.
http://jn.sapo.pt/2006/05/24/sul/metro_avanca_final_ano_entre_corroio.html
320 milhões de euros. O Estado já deu 200 dos 266 milhões de euros da fatia que lhe cabe. A concessionária investe no projecto 55 milhões. Os municípios envolvidos, Seixal e Almada, vão desembolsar cerca de três milhões para requalificação urbana. O metro causou grande sensação à sua passagem junto de automobilistas e população, que não esperavam que o metro já pudesse dar um ar da sua graça entre Corroios e o Parque da Paz.

A autarquia aponta responsabilidades ao Estado, argumentando que o contrato de concessão não está a ser cumprido devido à falta de aprovação de projectos e definição da construção e gestão dos parques de estacionamento afectos ao futuro metro. O Estado devolve as críticas, alegando que os pedidos de alteração ao projecto inicial têm consequências ao nível orçamental que têm que ser avaliadas, para saber quem paga.

Tuesday, May 23, 2006

sequestro

sequestro de uma mulher de 89 anos. Um crime praticado para permitir a venda do apartamento que a mulher mantinha arrendado no Bairro dos Actores, em Lisboa, e do qual se recusava a sair, num processo litigioso que já durava há um ano
http://jn.sapo.pt/2006/05/23/policia_e_tribunais/idosa_sequestrada_nao_querer_deixar_.html
Oproprietário de uma imobiliária está em prisão preventiva,

Dezanove meses depois

O túnel ferroviário do Rossio, Lisboa, só voltará a funcionar "seguramente" em 2007. Depois de a Rede Ferroviária Nacional (Refer) ter chegado a anunciar a reabertura daquela estrutura ainda em 2006
http://dn.sapo.pt/2006/05/23/cidades/reabertura_tunel_rossio_adiada_para_.html
O túnel do Rossio foi encerrado em Outubro de 2004 por falta de segurança.A Refer explicava na altura que "se se decidir por uma intervenção ao longo da totalidade do túnel, então poderá demorar 18 meses ou mais; se a opção for apenas no troço de 40 metros onde foi detectado o problema, o tempo será bastante inferior". Dezanove meses depois, o túnel continua fechado.

Por unanimidade

Os trabalhos de construção do eléctrico pouco têm avançado desde há dois anos, devido a um diferendo entre o Governo, dono da obra, e o município de Almada (CDU), que se recusa a dar os terrenos no centro da cidade para a construção da linha invocando o incumprimento do contrato de concessão.
http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1257973&idCanal=95
A posição do município foi tomada, por unanimidade, em Assembleia Municipal em Março de 2004, com os votos da maioria CDU, do PS, PSD, BE e CDS/PP.

Wednesday, May 17, 2006

1500 km - comboio Londres-Cannes

A novíssima linha de comboio Londres-Cannes foi ontem inaugurada com uma série de passageiros ilustres
http://dn.sapo.pt/2006/05/17/artes/o_codigo_vinci_abre_hoje_cannes.html
Nada mais, nada menos do que a equipa de O Código Da Vinci, filme que abre hoje, em antestreia mundial, fora de competição, o 59.º Festival de Cannes (encerra dia 28). No comboio veio também o próprio Dan Brown, para subir a escadaria do Palácio dos Festivais ao lado de Tom Hanks, Audrey Tautou, Jean Reno e Ron Howard, e talvez para participar na que será uma das mais concorridas conferências de imprensa dos últimos anos.